quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Desafio da maternidade no Facebook

O Facebook bombou na última semana com o desafio da Maternidade. Neste desafio as mães publicam três fotos do significado da maternidade e marcam outra amigas para fazerem o mesmo. No geral, a maioria das mães que conheço amam a maternidade. No entanto uma mãe, que não conheço, não quis compartilhar e desabafou sobre a dificuldade neste momento tão especial. 
Ela negou-se a colocar os momentos felizes que a maternidade traz e postou fotos de momentos que representava um desafio para ela.
Ela foi até além, desafiou as mães a postarem fotos que mostram a parte desconfortante de ser mãe. Confesso que me senti atraída em postar, mas nem me lembro de tirar fotos destes momentos. Se tivesse, teria topado o desafio em apoio a esta mãe.
Resultado: a página foi bombardeada por internautas sem noção que a criticavam e postavam comentários lamentáveis. e, acreditem, teve sua página bloqueada pelo Facebook. 
Achei o comportamento dos internautas e a decisão dos administradores do Facebook um tanto exagerada. Não quero nem entrar no mérito do direito de manifestação de ideias que, por enquanto, temos. 
Ser mãe não é fácil, como já escrevi aqui no blog, é um desafio muito grande e ter feito o desabafo não quer dizer que ela não ame seu bebê. Os primeiros meses de um bebê são desgastantes para as mães e poucas conseguem passar por isso sorrindo e sem ser abaladas pelas dificuldades. Mas é muito natural que o sentimento de cansaço e de incapacidade nos arrebate em alguns momentos.
Toda mãe chora escondido pensando que não vai dar conta, toda mãe se entristece quando as cólicas maltratam o bebê e não temos nada o que fazer e todo ser humano fica com os nervos à flor da pele quando passa várias noites tendo o sono interrompido a cada duas horas (ou menos).
A mãe que desabafou devia estar passando por momentos difíceis que um dia serão até esquecidos e, no fundo, são bem verdades! Mas, independente de acharmos que ela tenha ou não razão, não temos o direito de julgá-la e agredi-la. O respeito é o princípio da boa convivência.


Desabafo da mãe no Facebook

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Não seja uma mãe de artigo jornalístico

Não sei se sou só eu mas sempre leio todas as informações referentes a bebês quando estou grávida e com recém-nascido.  Muitas coisas que leio fazem algum sentido e me ajudam mas outras vezes só me fazem sentir mal e perceber que não sou uma mãe tão boa. Acho que algumas matérias publicadas em blogs, sites, revistas etc, são um pouco cruéis com as mães. 
Querem uma mãe perfeita que saiba lidar com todas as birras dos filhos, que deem somente alimentos saudáveis, que digam todas as frases que serão boas para o crescimento intelectual dos filhos e que nunca, nunca tenham dito uma frase imprópria para seu filho no momento de estresse (coisa não muito comum em mães!).
Quando Alice nasceu percebi que teria sérios problemas para amamentar. Além de extremamente doloridos, meus seios não produziam leite suficiente. Tudo que eu lia sempre apontavam para a descida do leite com cerca de três dias e que, quando descesse, meus seios iriam produzir leite além do que a bebê precisaria no início, que teria ingurgitamento mamário (famoso seio empedrado) e iria vazar até molhar o sutiã.
Acreditem: nunca senti dor nos seios de tanto leite e nunca molhei sequer um centímetro do sutiã. A única coisa que via era minha filha com fome após cada mamada. Era obrigada a dar complemento enquanto esperava o leite "descer". Minha filha completou dois meses no dia 13 de fevereiro e o leite já secou. Se ele está descendo deve estar vindo do Himalaia e chegará quando ela tiver 12 anos!
Foram dois meses de tentativas frustradas e sempre tinha a sensação de que a culpa era minha. O que será que eu teria feito (ou não feito) para  que não tivesse leite? No meio dessa angústia li um artigo que uma conceituada revista de que "O leite materno influencia no QI da criança". Quer dizer que minha Alice vai ficar com QI abaixo do normal porque eu não produzi leite? O que este tipo de matéria poderia ajudar para uma mãe que, como eu, estaria angustiada e fazendo tudo para amamentar? Só aumenta nossa angústia.
Como um boa recém-mãe, em tempo de enlouquecer, respondi ao post da revista e decidi que não iria me importar se eu não preencher os requisitos de super-mãe constantes destas publicações por um único motivo: só eu sei o que estou disposta a fazer pelo bem de minhas filhas. Ninguém pode me etiquetar como boa ou má sem conhecer a minha história


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sete coisas que toda mamãe sonha em fazer!

No próximo dia 13 de fevereiro minha pequena Alice completa dois meses. E olha... que desafio! Já tinha até me esquecido do tanto que é difícil criar um bebê! Gases e cólicas somados à angústia da mãe que teme não estar fazendo a coisa certa, faz um estrago enorme. Além das orelhas, cansaço e a sensação de que não vamos dar conta. Entre banhos, amamentação e estresse, muitas coisas ficam pelo caminho.
Mas... nada de pânico! O importante é manter a calma e curtir o bebê! Abaixo estão algumas coisas que toda mãe de recém nascido sonha em fazer e fica difícil:

1. Tomar um banho decente
No corre-corre um banho de mais de 10 minutos passa a ser luxo. Na era de economia de água e energia isso pode ser um bom aliado! Deixe para tomar banho quando estiver com uma companhia em casa. Seja o marido, a mãe, o pai, a prima, irmã... não se envergonhe. Peça para olharem o bebê e tenta relaxar no banho pois esta é a única hora totalmente nossa!

2. Dormir
Algumas mães têm a sorte de ter um bebê tranquilo e sem cólicas que dorme a noite inteira. Não pense que isto não existe, minha primeira filha foi assim. Desta vez estou estranhando pois minha pequena acorda a cada cólica e tenho que levantar várias vezes ao dia. Use um bom creme para as olheiras e aproveite a hora de sono do bebê para dar aquela cochilada. Às vezes é preciso deixar a limpeza da casa de lado e pensar em você.

3. Comer o necessário
Perder peso depois da gravidez pode nem ser tão difícil assim (apesar de que até agora eu não perdi muito). Nosso corpo parece que se rebela contra nós! A gente nem come direito e não emagrece! Assentar para fazer uma boa refeição é coisa de estrategista graduada. É só colocar uma colher na boca que o bebê chora... E se você conseguir ir para o fogão para fazer a comida você pode ser agente do FBI. Mas não relaxe na alimentação. Se estiver difícil, faça uma coisa mais simples, mas nutritiva. Abuse de frutas (que já vem prontas!) e beba muito líquido!

4. Arrumar o cabelo
Fala sério! Outro dia uma pessoa me disse: "você até que não está ruim não, está com o cabelo arrumado!" Não deixem seus cuidados pessoais de lado. Quando estamos cansadas ficamos emocionalmente abaladas e a tendência é nossa autoestima no tornozelo. Arrume um tempo para se arrumar, marque um horário no salão e fique linda!

5. Depilar
Esquece! Esta fica no último lugar da fila! Não consegui fazer tudo ainda! Mas tenha fé, vamos conseguir.

6. Namorar
Sentiu um frio na espinha? É amiga, não é fácil, mas é preciso e faz bem! Às vezes pensamos que, passando o período de quarentena, vamos ter uma noite quente, daquelas de balançar as paredes! Mas a realidade é totalmente diferente. A rotina de um bebê é quase incontrolável! Você programa para que durmam às 20h, coloca no berço e, cinco minutos depois, a criança acorda e daí pra frente é pura sorte! O segredo é sempre conversar com o seu marido sobre as dificuldades e aproveitar cada momento que puderem. Não entrem em pânico!

7. Passear
É verdade que alguns passeios ficam mais difíceis quando se tem um bebê. Clubes, praia, cinema por exemplo. Algumas mães ficam desanimadas só de pensar na parafernália de coisas que tem que colocar na bolsa para um passeio de um dia, quanto mais se for uma viagem além do cansaço de passar noites em claro. Eu mesma já desisti de sair várias vezes pois estava dominada pelo sono! O melhor é escolher destinos próximos e principalmente, que tenham estrutura para o atendimento a um bebê como trocadores e locais para a amamentar, caso você se sinta constrangida em amamentar em público. Outra dica é manter sempre uma bolsa pré-arrumada com as coisas básicas como fraldas, lenços umedecidos e algumas trocas de roupa.

O grande segredo e tentarmos manter a calma e curtir bastante nossos bebezinhos.

Minha pequena flor!









Maternidade do jeito que ela é!

Não há a menor dúvida de que ser mãe é a melhor coisa que a natureza reservou à mulher (exceto aquelas que decidem por não passar por isto). Não é à toa que muitos dizem que a mulher, quando está grávida, está em"estado de graça". Talvez seja este "estado de graça" que ajude a futura mamãe a superar todos os desafios da gravidez, ou não.
Todo mundo acha que grávida deve viver sorrindo e que não tem o direito de reclamar de sua situação. Como se ela não tivesse enjoos, inchaços, azia,, indigestão o tempo todo, dores nas pernas e nos quadris, além do cansaço do final da gravidez. Estes são alguns sintomas comuns, os mais reclamados. Mas se uma grávida resolve berrar e dizer que está chato todos criticam a coitada.
Tenho duas filhas, a última nasceu no dia 13 de dezembro. Entendam, toda grávida ama o bebê, arrumar o quartinho e as coisas da criatura que vai chegar mas, se pudessem escolher, tirariam todos os sintomas. Ou alguém já ouviu alguma grávida dizendo: "Que delícia! Estou com enjoos!" ou então: "Não há coisa melhor do que ficar com indigestão o dia inteiro!"
Minha segunda gravidez foi mais tranquila em relação ao  enjoo. Na primeira vomitei até o última dia e, desta vez, os enjoos me castigaram somente até o terceiro mês. O que mais pegou foi o cansaço. 
Já diz o ditado que "se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se!" Mas deixo um conselho. Evitem rotinas cansativas pois isso acaba com nosso restinho de forças.
E, para quem não está grávida, não critique a futura mamãe que reclama algum sintoma de sua gravidez. Ajude-a!


Eu no nono mês de gravidez e minha filha Emilly, de seis anos,