segunda-feira, 14 de março de 2016

Enfim, três meses!

Ontem, 13/03, Alice completou três meses e é uma data que merece comemoração por tanta coisa que muda (ou que muita gente diz que muda!). Mas duas delas são muito importantes. Especialistas dizem que no terceiro mês as cólicas vão embora e os supersticiosos de plantão dizem que é o mês em que o bebê começa a reconhecer a mãe, motivo pelo qual os cabelos das mamães começam a cair. 
Toda mãe fica contando os dias para  que as cólicas acabem. O fim das cólicas é o fim dos choros doídos do bebê e o retorno das noites bem dormidas. Será? Ouvir seu bebê chorar e não saber o que fazer não é a melhor das sensações. Tentamos de tudo que está em nosso alcance para poupá-lo de tanto desconforto. E o que deu certo com um bebê, nem sempre dá certo com outros. Por isso usamos a técnica tentativa-erro.
Alice  sente muito incômodo com gases e cólicas fracas mas as noites são um pouco difíceis e ela não dorme à noite toda devido aos incômodos. Confesso que meu sonho é dormir uma noite inteira! Assim posso passar o dia mais tranquila e mais calma. Melhor pra mim... melhor pra Alice.
E quanto à queda de cabelo? Alice sempre sorri pra mim quando converso com ela e meu cabelo está realmente caindo muito, diferente do período da gravidez em que ele estava lindo! Meu marido até disse que eu também deveria tomar a vitamina que minha cachorra toma por causa da queda de pelos! Mas não acredito que seja pelo fato de minha filha estar me reconhecendo mas sim por causa do estresse. São três meses de preocupação, três meses de noites mal dormidas, controle de vacinas, preocupações com a nova rotina da casa, amamentação (não no meu caso!). Não há cabelo que aquente!
O que me resta agora é esperar que realmente as cólicas passem e meu cabelo se recupere desse estresse antes que tenha que usar perucas!


Minha Alice antes de completar três meses
Meu cabelo na gravidez estava fantástico, mesmo sem química e tricolor!


segunda-feira, 7 de março de 2016

Aproveitando oportunidades para a educação dos filhos

No último sábado, 05/03, participei da primeira reunião de pais da escola da minha primogênita, que iniciou no primeiro ano. Estas reuniões são sempre uma surpresa e ficamos na expectativa do que está por vir. Sempre surgem assuntos interessantes que nos fazem refletir sobre os rumos que devemos dar à educação de nossos filhos para toda a vida.
Uma das mães criticou a posição da escola em permitir que empresas comercializem cursos dentro da escola e diretamente com os alunos como aulas de dança, taekwondo, teatro e circo. Segundo a mãe, a filha ficou eufórica com todas as possibilidades mas a família não tinha condições financeiras para bancar a escola e demais agregados. A mesma preocupação foi confirmada por outra mãe, pelos mesmos motivos e ambas solicitaram para que tudo fosse conversado com os pais, sem o envolvimento das crianças.
A preocupação das mães é relevante pois pretendem proteger os filhos dos ataques do comércio que tem na mente infantil um solo fértil.  A impossibilidade de proporcionar ao filho tudo o que ele deseja traria às crianças a frustração de não realizar um desejo.
Entendo e respeito a preocupação dos pais, mas penso de forma diferente. Nossas crianças vão crescer e serão bombardeadas diariamente, da mesma maneira que são hoje, e não poderemos blindá-las ou impedir que se frustrem por algo não conquistado. Então, o que fazer? Transformar o que seria uma frustração numa oportunidade de crescimento e desenvolvimento. Este tipo de situação é extremamente favorável para ensinar aos nossos filhos que não podemos ter tudo. Crianças que recebem tudo o que desejam tem fortes chances de se tornarem adultos egoístas e capazes de qualquer coisa para conseguirem o que querem e isto inclui ignorar pessoas e regras.
Ensiná-las a lidar com a frustração fará com que se tornem fortes e que lutem pelos seus sonhos. Sempre digo com minha filha que há duas formas de se enfrentar um desafio: enfrentando ou desistindo. E cada escolha tem sua consequência.
Como resolvi a questão com minha filha? Ela também ficou eufórica com a possibilidade de fazer aulas de dança, taekwondo, teatro e circo. Além disso, ela também faz natação. Eu disse a ela que nós não tínhamos condições de pagar tantas coisas pois já pagávamos a escola e que ela poderia escolher uma das atividades propostas. Ela preferiu teatro e ficou muito feliz com a escolha!