terça-feira, 5 de abril de 2016

Dia dos filhos

Hoje é mais uma data daquelas que enchem as redes sociais de mensagens emotivas e talvez não haja ninguém mais emotivo que mãe. Hoje é um daqueles dias que pensamos no que fizemos, fazemos e imaginar o que poderíamos fazer pra fazer nossos filhos felizes mas, não sou vidente, nem pretendo ser. Hoje eu só quero pensar em como poderia melhorar como mãe. 
Estou longe da perfeição, longe de ser o que gostaria de ser para minhas filhas. Fico nervosa, às vezes, mas sempre me apego a uma frase que criei, como se fosse uma meta pra minha vida: na dúvida sobre o que fazer quando seu filho faz algo que não te deixa feliz, abrace-o. O amor é o melhor método de educação para nossos filhos e ainda evita o arrependimento de atos feitos sem pensar.
Hoje é o dia de dizer mais uma vez que tenho dois tesouros que não se acha em lugar nenhum. Não há preço para as frases espertas de Emilly e seu sorriso repetido em todas as fotografias nem para as gargalhadas da pequena Alice. Minhas filhas, são minha vida e o que me faz querer melhorar todos os dias.


segunda-feira, 14 de março de 2016

Enfim, três meses!

Ontem, 13/03, Alice completou três meses e é uma data que merece comemoração por tanta coisa que muda (ou que muita gente diz que muda!). Mas duas delas são muito importantes. Especialistas dizem que no terceiro mês as cólicas vão embora e os supersticiosos de plantão dizem que é o mês em que o bebê começa a reconhecer a mãe, motivo pelo qual os cabelos das mamães começam a cair. 
Toda mãe fica contando os dias para  que as cólicas acabem. O fim das cólicas é o fim dos choros doídos do bebê e o retorno das noites bem dormidas. Será? Ouvir seu bebê chorar e não saber o que fazer não é a melhor das sensações. Tentamos de tudo que está em nosso alcance para poupá-lo de tanto desconforto. E o que deu certo com um bebê, nem sempre dá certo com outros. Por isso usamos a técnica tentativa-erro.
Alice  sente muito incômodo com gases e cólicas fracas mas as noites são um pouco difíceis e ela não dorme à noite toda devido aos incômodos. Confesso que meu sonho é dormir uma noite inteira! Assim posso passar o dia mais tranquila e mais calma. Melhor pra mim... melhor pra Alice.
E quanto à queda de cabelo? Alice sempre sorri pra mim quando converso com ela e meu cabelo está realmente caindo muito, diferente do período da gravidez em que ele estava lindo! Meu marido até disse que eu também deveria tomar a vitamina que minha cachorra toma por causa da queda de pelos! Mas não acredito que seja pelo fato de minha filha estar me reconhecendo mas sim por causa do estresse. São três meses de preocupação, três meses de noites mal dormidas, controle de vacinas, preocupações com a nova rotina da casa, amamentação (não no meu caso!). Não há cabelo que aquente!
O que me resta agora é esperar que realmente as cólicas passem e meu cabelo se recupere desse estresse antes que tenha que usar perucas!


Minha Alice antes de completar três meses
Meu cabelo na gravidez estava fantástico, mesmo sem química e tricolor!


segunda-feira, 7 de março de 2016

Aproveitando oportunidades para a educação dos filhos

No último sábado, 05/03, participei da primeira reunião de pais da escola da minha primogênita, que iniciou no primeiro ano. Estas reuniões são sempre uma surpresa e ficamos na expectativa do que está por vir. Sempre surgem assuntos interessantes que nos fazem refletir sobre os rumos que devemos dar à educação de nossos filhos para toda a vida.
Uma das mães criticou a posição da escola em permitir que empresas comercializem cursos dentro da escola e diretamente com os alunos como aulas de dança, taekwondo, teatro e circo. Segundo a mãe, a filha ficou eufórica com todas as possibilidades mas a família não tinha condições financeiras para bancar a escola e demais agregados. A mesma preocupação foi confirmada por outra mãe, pelos mesmos motivos e ambas solicitaram para que tudo fosse conversado com os pais, sem o envolvimento das crianças.
A preocupação das mães é relevante pois pretendem proteger os filhos dos ataques do comércio que tem na mente infantil um solo fértil.  A impossibilidade de proporcionar ao filho tudo o que ele deseja traria às crianças a frustração de não realizar um desejo.
Entendo e respeito a preocupação dos pais, mas penso de forma diferente. Nossas crianças vão crescer e serão bombardeadas diariamente, da mesma maneira que são hoje, e não poderemos blindá-las ou impedir que se frustrem por algo não conquistado. Então, o que fazer? Transformar o que seria uma frustração numa oportunidade de crescimento e desenvolvimento. Este tipo de situação é extremamente favorável para ensinar aos nossos filhos que não podemos ter tudo. Crianças que recebem tudo o que desejam tem fortes chances de se tornarem adultos egoístas e capazes de qualquer coisa para conseguirem o que querem e isto inclui ignorar pessoas e regras.
Ensiná-las a lidar com a frustração fará com que se tornem fortes e que lutem pelos seus sonhos. Sempre digo com minha filha que há duas formas de se enfrentar um desafio: enfrentando ou desistindo. E cada escolha tem sua consequência.
Como resolvi a questão com minha filha? Ela também ficou eufórica com a possibilidade de fazer aulas de dança, taekwondo, teatro e circo. Além disso, ela também faz natação. Eu disse a ela que nós não tínhamos condições de pagar tantas coisas pois já pagávamos a escola e que ela poderia escolher uma das atividades propostas. Ela preferiu teatro e ficou muito feliz com a escolha!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Desafio da maternidade no Facebook

O Facebook bombou na última semana com o desafio da Maternidade. Neste desafio as mães publicam três fotos do significado da maternidade e marcam outra amigas para fazerem o mesmo. No geral, a maioria das mães que conheço amam a maternidade. No entanto uma mãe, que não conheço, não quis compartilhar e desabafou sobre a dificuldade neste momento tão especial. 
Ela negou-se a colocar os momentos felizes que a maternidade traz e postou fotos de momentos que representava um desafio para ela.
Ela foi até além, desafiou as mães a postarem fotos que mostram a parte desconfortante de ser mãe. Confesso que me senti atraída em postar, mas nem me lembro de tirar fotos destes momentos. Se tivesse, teria topado o desafio em apoio a esta mãe.
Resultado: a página foi bombardeada por internautas sem noção que a criticavam e postavam comentários lamentáveis. e, acreditem, teve sua página bloqueada pelo Facebook. 
Achei o comportamento dos internautas e a decisão dos administradores do Facebook um tanto exagerada. Não quero nem entrar no mérito do direito de manifestação de ideias que, por enquanto, temos. 
Ser mãe não é fácil, como já escrevi aqui no blog, é um desafio muito grande e ter feito o desabafo não quer dizer que ela não ame seu bebê. Os primeiros meses de um bebê são desgastantes para as mães e poucas conseguem passar por isso sorrindo e sem ser abaladas pelas dificuldades. Mas é muito natural que o sentimento de cansaço e de incapacidade nos arrebate em alguns momentos.
Toda mãe chora escondido pensando que não vai dar conta, toda mãe se entristece quando as cólicas maltratam o bebê e não temos nada o que fazer e todo ser humano fica com os nervos à flor da pele quando passa várias noites tendo o sono interrompido a cada duas horas (ou menos).
A mãe que desabafou devia estar passando por momentos difíceis que um dia serão até esquecidos e, no fundo, são bem verdades! Mas, independente de acharmos que ela tenha ou não razão, não temos o direito de julgá-la e agredi-la. O respeito é o princípio da boa convivência.


Desabafo da mãe no Facebook

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Não seja uma mãe de artigo jornalístico

Não sei se sou só eu mas sempre leio todas as informações referentes a bebês quando estou grávida e com recém-nascido.  Muitas coisas que leio fazem algum sentido e me ajudam mas outras vezes só me fazem sentir mal e perceber que não sou uma mãe tão boa. Acho que algumas matérias publicadas em blogs, sites, revistas etc, são um pouco cruéis com as mães. 
Querem uma mãe perfeita que saiba lidar com todas as birras dos filhos, que deem somente alimentos saudáveis, que digam todas as frases que serão boas para o crescimento intelectual dos filhos e que nunca, nunca tenham dito uma frase imprópria para seu filho no momento de estresse (coisa não muito comum em mães!).
Quando Alice nasceu percebi que teria sérios problemas para amamentar. Além de extremamente doloridos, meus seios não produziam leite suficiente. Tudo que eu lia sempre apontavam para a descida do leite com cerca de três dias e que, quando descesse, meus seios iriam produzir leite além do que a bebê precisaria no início, que teria ingurgitamento mamário (famoso seio empedrado) e iria vazar até molhar o sutiã.
Acreditem: nunca senti dor nos seios de tanto leite e nunca molhei sequer um centímetro do sutiã. A única coisa que via era minha filha com fome após cada mamada. Era obrigada a dar complemento enquanto esperava o leite "descer". Minha filha completou dois meses no dia 13 de fevereiro e o leite já secou. Se ele está descendo deve estar vindo do Himalaia e chegará quando ela tiver 12 anos!
Foram dois meses de tentativas frustradas e sempre tinha a sensação de que a culpa era minha. O que será que eu teria feito (ou não feito) para  que não tivesse leite? No meio dessa angústia li um artigo que uma conceituada revista de que "O leite materno influencia no QI da criança". Quer dizer que minha Alice vai ficar com QI abaixo do normal porque eu não produzi leite? O que este tipo de matéria poderia ajudar para uma mãe que, como eu, estaria angustiada e fazendo tudo para amamentar? Só aumenta nossa angústia.
Como um boa recém-mãe, em tempo de enlouquecer, respondi ao post da revista e decidi que não iria me importar se eu não preencher os requisitos de super-mãe constantes destas publicações por um único motivo: só eu sei o que estou disposta a fazer pelo bem de minhas filhas. Ninguém pode me etiquetar como boa ou má sem conhecer a minha história


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sete coisas que toda mamãe sonha em fazer!

No próximo dia 13 de fevereiro minha pequena Alice completa dois meses. E olha... que desafio! Já tinha até me esquecido do tanto que é difícil criar um bebê! Gases e cólicas somados à angústia da mãe que teme não estar fazendo a coisa certa, faz um estrago enorme. Além das orelhas, cansaço e a sensação de que não vamos dar conta. Entre banhos, amamentação e estresse, muitas coisas ficam pelo caminho.
Mas... nada de pânico! O importante é manter a calma e curtir o bebê! Abaixo estão algumas coisas que toda mãe de recém nascido sonha em fazer e fica difícil:

1. Tomar um banho decente
No corre-corre um banho de mais de 10 minutos passa a ser luxo. Na era de economia de água e energia isso pode ser um bom aliado! Deixe para tomar banho quando estiver com uma companhia em casa. Seja o marido, a mãe, o pai, a prima, irmã... não se envergonhe. Peça para olharem o bebê e tenta relaxar no banho pois esta é a única hora totalmente nossa!

2. Dormir
Algumas mães têm a sorte de ter um bebê tranquilo e sem cólicas que dorme a noite inteira. Não pense que isto não existe, minha primeira filha foi assim. Desta vez estou estranhando pois minha pequena acorda a cada cólica e tenho que levantar várias vezes ao dia. Use um bom creme para as olheiras e aproveite a hora de sono do bebê para dar aquela cochilada. Às vezes é preciso deixar a limpeza da casa de lado e pensar em você.

3. Comer o necessário
Perder peso depois da gravidez pode nem ser tão difícil assim (apesar de que até agora eu não perdi muito). Nosso corpo parece que se rebela contra nós! A gente nem come direito e não emagrece! Assentar para fazer uma boa refeição é coisa de estrategista graduada. É só colocar uma colher na boca que o bebê chora... E se você conseguir ir para o fogão para fazer a comida você pode ser agente do FBI. Mas não relaxe na alimentação. Se estiver difícil, faça uma coisa mais simples, mas nutritiva. Abuse de frutas (que já vem prontas!) e beba muito líquido!

4. Arrumar o cabelo
Fala sério! Outro dia uma pessoa me disse: "você até que não está ruim não, está com o cabelo arrumado!" Não deixem seus cuidados pessoais de lado. Quando estamos cansadas ficamos emocionalmente abaladas e a tendência é nossa autoestima no tornozelo. Arrume um tempo para se arrumar, marque um horário no salão e fique linda!

5. Depilar
Esquece! Esta fica no último lugar da fila! Não consegui fazer tudo ainda! Mas tenha fé, vamos conseguir.

6. Namorar
Sentiu um frio na espinha? É amiga, não é fácil, mas é preciso e faz bem! Às vezes pensamos que, passando o período de quarentena, vamos ter uma noite quente, daquelas de balançar as paredes! Mas a realidade é totalmente diferente. A rotina de um bebê é quase incontrolável! Você programa para que durmam às 20h, coloca no berço e, cinco minutos depois, a criança acorda e daí pra frente é pura sorte! O segredo é sempre conversar com o seu marido sobre as dificuldades e aproveitar cada momento que puderem. Não entrem em pânico!

7. Passear
É verdade que alguns passeios ficam mais difíceis quando se tem um bebê. Clubes, praia, cinema por exemplo. Algumas mães ficam desanimadas só de pensar na parafernália de coisas que tem que colocar na bolsa para um passeio de um dia, quanto mais se for uma viagem além do cansaço de passar noites em claro. Eu mesma já desisti de sair várias vezes pois estava dominada pelo sono! O melhor é escolher destinos próximos e principalmente, que tenham estrutura para o atendimento a um bebê como trocadores e locais para a amamentar, caso você se sinta constrangida em amamentar em público. Outra dica é manter sempre uma bolsa pré-arrumada com as coisas básicas como fraldas, lenços umedecidos e algumas trocas de roupa.

O grande segredo e tentarmos manter a calma e curtir bastante nossos bebezinhos.

Minha pequena flor!









Maternidade do jeito que ela é!

Não há a menor dúvida de que ser mãe é a melhor coisa que a natureza reservou à mulher (exceto aquelas que decidem por não passar por isto). Não é à toa que muitos dizem que a mulher, quando está grávida, está em"estado de graça". Talvez seja este "estado de graça" que ajude a futura mamãe a superar todos os desafios da gravidez, ou não.
Todo mundo acha que grávida deve viver sorrindo e que não tem o direito de reclamar de sua situação. Como se ela não tivesse enjoos, inchaços, azia,, indigestão o tempo todo, dores nas pernas e nos quadris, além do cansaço do final da gravidez. Estes são alguns sintomas comuns, os mais reclamados. Mas se uma grávida resolve berrar e dizer que está chato todos criticam a coitada.
Tenho duas filhas, a última nasceu no dia 13 de dezembro. Entendam, toda grávida ama o bebê, arrumar o quartinho e as coisas da criatura que vai chegar mas, se pudessem escolher, tirariam todos os sintomas. Ou alguém já ouviu alguma grávida dizendo: "Que delícia! Estou com enjoos!" ou então: "Não há coisa melhor do que ficar com indigestão o dia inteiro!"
Minha segunda gravidez foi mais tranquila em relação ao  enjoo. Na primeira vomitei até o última dia e, desta vez, os enjoos me castigaram somente até o terceiro mês. O que mais pegou foi o cansaço. 
Já diz o ditado que "se conselho fosse bom, não se dava, vendia-se!" Mas deixo um conselho. Evitem rotinas cansativas pois isso acaba com nosso restinho de forças.
E, para quem não está grávida, não critique a futura mamãe que reclama algum sintoma de sua gravidez. Ajude-a!


Eu no nono mês de gravidez e minha filha Emilly, de seis anos,